Vespa Velutina

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Vespa velutina nigrithorax

Desde 2011 que está confirmada a presença da vespa velutina em Portugal, espécie não-indígena, predadora da abelha europeia. Os primeiros ninhos e avistamentos do inseto foram confirmados nos distritos de Braga e Viana do Castelo e, desde então, tem-se assistido a uma progressão gradual da área afetada no território nacional. Os modelos previsionais apontam para que, em Portugal, esta espécie possa vir a colonizar quase todo o território continental, em função da suscetibilidade ambiental.
De acordo com a Direção Geral da Saúde (DGS), a vespa velutina instala-se sobretudo em áreas urbanas e periurbanas. Por tratar-se de uma espécie carnívora e predadora de abelhas, configura uma ameaça à sustentabilidade da apicultura em território nacional, com eventuais consequências diretas na produção de mel e produtos relacionados, assim como na produção agrícola, por via da diminuição da polinização vegetal, ponderada a importância das abelhas melíferas nesta relevante função biológica. Constitui também um risco para as populações uma vez que no caso de sentirem os ninhos ameaçados, reagem de modo bastante agressivo, incluindo perseguições até algumas centenas de metros. O tratamento da picada requer os cuidados habituais para picada deste tipo de insetos.

Quando ocorre a destruição deficiente de um ninho as vespas sobreviventes irão tentar reconstruir mais ninhos contribuindo-se para disseminação da vespa asiática no Concelho. A destruição ineficaz de um ninho potencializa o comportamento defensivo e agressivo das vespas e coloca em perigo as populações. A vespa asiática demonstra uma elevada agressividade com a perturbação dos ninhos. A destruição dos ninhos deve ser realizada por pessoal especializado, devidamente protegido com equipamentos e conhecimentos específicos.

NUNCA tente proceder à destruição de ninhos de vespa asiática por conta própria!

A Câmara Municipal de Lamego tem pessoal especializado para proceder a eliminação de ninhos de vespa asiática contacte-nos e não interfira com estes. Uma vespa asiática é tão agressiva como a vespa comum mas a perturbação do enxame com a destruição incorreta dos ninhos tem consequências graves.

A incorreta destruição dos ninhos pode resultar em:

  • Acidentes para o operador, por exemplo por ataque da colónia ao intruso;
  • Proliferação da colónia e surgimento de novos ninhos.
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A vespa-asiática (Vespa velutina) é uma espécie que se identifica bem por ter as patas amarelas e o corpo bastante escuro com um segmento laranja no abdómen e tem um tamanho variável entre 17 e 35 mm. A espécie mais parecida com ela em Portugal é a vespa-europeia (Vespa crabro), que apresenta uma coloração mais amarelada, tem as patas pretas e é ligeiramente maior do que a vespa-asiática, sendo muito importante para a biodiversidade, segundo os especialistas.

Os ninhos da vespa-asiática devem sempre ser eliminados por equipas especializadas que, mediante o local onde este se encontra estabelecido, avaliarão qual a melhor técnica a aplicar na sua destruição. Estando uma vespa asiática isolada, ela não é mais agressiva do que a vespa europeia e não tenderá a atacar se não for incomodada. Apesar do seu enorme tamanho (60-80cm, por vezes mais), os ninhos são bastante difíceis de serem vistos por entre a folhagem das árvores.

Se uma vespa for avistada a transportar a sua presa para o ninho, observar a direção que leva pode ser importante para ajudar a localizá-lo. Os ninhos de vespa asiática distinguem-se dos da vespa-crabro por apresentarem uma entrada lateral e não no fundo do ninho. Mas a vespa asiática é uma espécie que se adapta bem em ambientes urbanos. Por isso, os ninhos não se encontram só no topo das árvores; também é possível encontrá-los no solo, em muros, telheiros, alpendres ou varandas.

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